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Argentino, lider do tráfico de armas para facções é extraditado para o Brasil

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Por Redação - Portal lindeiros schedule 09/09/2026 11:53
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Argentino, lider do tráfico de armas para facções é extraditado para o Brasil
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O  empresário argentino Diego Hernán Dirisio, de 49 anos, foi extraditado para o Brasil nesta terça-feira (8).

Ele estava  preso na Argentina desde fevereiro de 2024  e é apontado pelas autoridades como um dos principais alvos da Operação Dakovo, investigação internacional contra o tráfico de armas.

A extradição foi realizada pela Polícia Federal Argentina e pela Interpol.

Diego Dirisio foi levado sob custódia até o Aeroporto Internacional em Córdoba, onde embarcou em um voo especial com destino ao Brasil.

O empresário foi presidente da International Auto Supply S.A.  empresa com sede em Assunção, no Paraguai  e é acusado pela Justiça brasileira de envolvimento com tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.

Dirisio estava preso no Complexo Penitenciário de Bouwer, em Córdoba, desde fevereiro de 2024, quando foi localizado junto da esposa, a ex-modelo paraguaia Julieta Nardi, após meses sendo procurado pela Justiça.

Segundo as investigações, a organização supostamente liderada por Dirisio teria importado legalmente para o Paraguai armamentos de origem europeia avaliados em mais de US$ 230 milhões.

Ainda de acordo com as autoridades, armas como fuzis e pistolas, procedentes de países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia, teriam tido seus números de identificação adulterados no Paraguai.

Posteriormente, o armamento era revendido a grupos que atuam na região de fronteira entre Paraguai e Brasil e, depois, traficado para comunidades dominadas por organizações criminosas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A investigação aponta que o arsenal teria abastecido facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A Operação Dakovo também revelou suspeitas de envolvimento de agentes públicos paraguaios em um esquema de corrupção relacionado à entrada e ao desvio das armas.

Segundo a investigação, integrantes da Direção de Material Bélico  e militares teriam facilitado o ingresso e o posterior desvio dos armamentos durante anos.

A esposa de Dirisio, Julieta Vanesa Nardi Aranda, continua presa em Córdoba, na Argentina, enquanto aguarda a definição da etapa final de seu processo de extradição para responder à mesma investigação no Brasil.

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